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Goiás

Greve dos Correios começa em todo o país e também atinge trabalhadores de Goiás

Publicada em 14/09/26 às 09:21h

Assessoria, Janaina Antunes


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Greve dos Correios começa em todo o país e também atinge trabalhadores de Goiás
 (Foto: Internet )
Os trabalhadores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado a partir das 22h da última quinta-feira (10). A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas em diversas regiões do país após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela empresa durante as negociações da campanha salarial.

Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), a greve também foi aprovada pela representação sindical de Goiás. A entidade afirma que o movimento ocorre após sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), sem que as partes chegassem a um acordo. 

Plano de saúde é principal ponto de conflito

Um dos principais motivos para a paralisação é a proposta de alteração nas regras do plano de saúde dos trabalhadores, aposentados e seus dependentes.

A categoria afirma que a mudança pode afetar o custeio e a garantia da assistência médica. Os sindicatos defendem a manutenção do modelo atual e cobram uma nova proposta por parte da direção dos Correios. 

Os Correios, por outro lado, afirmam que a proposta apresentada mantém 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo anterior e prevê reajuste de salários e benefícios correspondente a 100% do INPC, além da manutenção da assistência à saúde.

Correios recorrem ao TST

Diante da continuidade da paralisação, os Correios acionaram o Tribunal Superior do Trabalho na sexta-feira (11). A empresa apresentou um pedido de dissídio coletivo e solicitou que a Justiça avalie a legalidade do movimento e determine a retomada dos serviços.

A Findect, entretanto, orientou os sindicatos a manterem a greve e ampliarem a mobilização a partir desta segunda-feira (14).

Agências continuam funcionando

Apesar da paralisação, os Correios informaram que as agências permanecem abertas e que a empresa adotou medidas para tentar reduzir os impactos à população.

Entre as ações estão o remanejamento de equipes, a utilização de empregados administrativos em atividades operacionais, reforço da frota e realização de mutirões para diminuir possíveis atrasos.

Ainda assim, a paralisação pode provocar atrasos na entrega de cartas e encomendas, especialmente nas regiões onde a adesão dos trabalhadores for maior. O impacto pode variar de acordo com a unidade e o serviço utilizado.

Greve ocorre em meio a crise financeira

A paralisação acontece enquanto os Correios enfrentam uma situação financeira delicada. A estatal registrou prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre de 2026 e formalizou pedido de garantia do Tesouro Nacional para contratar um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com bancos privados. 
O caso agora deve ser acompanhado pelo TST, enquanto trabalhadores e empresa continuam em lados opostos na negociação do acordo coletivo.

A greve permanece por tempo indeterminado e ainda não há previsão para o fim da paralisação.



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